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08/02/2010 - Um resumo das principais notícias do setor avícola
Um resumo das principais notícias do setor avícola
Exportações de frango mantêm crescimento
Fonte: Jornal da Manhã - Panorama – 06.02.2010
As exportações de frango podem aumentar 10% neste ano com relação a 2009. A projeção é baseada nas estatísticas do ano passado, quando o setor - mesmo com a crise econômica mundial - conseguiu aumentar em 4,29% o comércio internacional na comparação com 2008. A expectativa é também de crescimento do preço pago pela carne paranaense. Na avaliação do presidente Domingos Martins, Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), a valorização do produto no mercado internacional e o aquecimento do mercado interno são fatores favoráveis ao setor.
Produtores de aves formam grupo de trabalho
Fonte: Revista Globo Rural – 06.02.2010
Um grupo de produtores, exportadores e representantes de diversas empresas do setor avícola se reuniu nesta quinta-feira (04-02) com a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. O objetivo do encontro era discutir formas de apoio ao setor avícola gaúcho.
A reunião resultou na formação de um grupo de trabalho, que já marcou a primeira reunião: 4 de março.
Entre os presentes estavam representantes da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), secretários de estado, além de executivos do BRDE, do Banrisul e da Caixa RS.
A avicultura contribui com aproximadamente 40 mil empregos diretos e 860 mil indiretos no estado, além de gerar renda para mais de 13 mil produtores integrados. Mas, apesar da sua importância econômica, vem reduzindo a participação na avicultura nacional. A produção avícola gaúcha, que correspondia a 17,76% da produção nacional em 2000, declinou a 10,59% em 2009. E o estado é o terceiro no ranking da exportação.
Secretaria da Agricultura do PR organiza o escoamento da safra
Fonte: Governo do Estado do Paraná – 07.02.2010
O Paraná se prepara para colher mais de 20 milhões de toneladas entre soja, milho e feijão, da safra de verão 2009/10. A preocupação da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) é organizar o escoamento dessa produção para evitar quedas drásticas de preços no período de comercialização, que podem desestimular o produtor a plantar a segunda safra de grãos.
Para isso, o secretário Valter Bianchini promoveu uma reunião nesta quinta-feira (04), onde foi discutida a elaboração de um documento que solicita a intervenção do governo federal para acionar instrumentos de comercialização que ajudem no escoamento da safra de verão, e do trigo, da safra de inverno. O documento será entregue aos ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes; do Planejamento, Paulo Bernardo; e da Casa Civil, Dilma Roussef, que estarão em Curitiba neste sábado (06).
O Paraná vai pedir a remoção imediata de 1,5 milhão de toneladas de milho e de 88 mil toneladas de feijão, via Programa de Escoamento da Produção (PEP). O feijão que deve ser removido é da safra 2008/09, que está estocado nos armazéns da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), e o milho é da safra 2009/10 que está sendo colhida. Conforme estimativa de safra do Departamento de Economia Rural (Deral), na safra de verão deverão ser colhidos 6,3 milhões de toneladas de milho e 476,6 mil toneladas de feijão.
Participaram da reunião o superintendente da Conab, Lafaete Jacomel, o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Francisco Carlos Simioni, Eugenio Stefanello, da Conab, representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Emater e técnicos do Deral.
Comitê - Durante a reunião, o secretário Valter Bianchini criou um comitê permanente de análise e monitoramento da safra, cujas informações vão ajudar a manter um diálogo com os ministérios em Brasília para auxiliar nas tomadas de decisões. “O objetivo é ter análises mais constantes, inclusive dos estoques de grãos existentes no Estado e das tendências para a segunda safra que possam pesar na decisão de plantio, argumentou.
O secretário solicitou ainda o auxílio da Emater, dos sindicatos patronais e de trabalhadores rurais e das cooperativas na organização do produtor para ter acesso a esses mecanismos, inclusive no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para o feijão. O feijão da primeira safra no Paraná perdeu qualidade por causa do excesso de chuvas no mês de janeiro, mas existem estoques da safra passada. São 88 mil toneladas do grão em estoques no Estado, das quais devem ser removidas 60 mil toneladas.
Desse total, 22 mil toneladas de feijão serão encaminhadas para políticas de doações. Segundo Lafaete Jacomel, a Conab pretende intensificar a política de doação de alimentos no País. Além disso, existe à disposição do Paraná, para todos os municípios, cerca de oito mil toneladas de feijão. Os prefeitos têm até o dia 28 de fevereiro para fazer a solicitação de doação.
“Se nada for feito agora que o Paraná está colhendo uma safra de verão excelente – exceto a perda de qualidade do feijão - com produtividades elevadas para o milho e a soja, corremos o risco de continuar alternando boas safras com quedas abruptas de produção por causa do preço”, justificou Bianchini. Para a segunda safra de grãos o Deral está prevendo uma redução de 22% na área plantada com feijão e de 7% na área ocupada com milho em relação à segunda safra do ano passado.
Bianchini destacou que o desafio é tornar o Paraná não só um exemplo de volume de produção, mas também de competitividade na comercialização. A produção agrícola no Paraná está num novo patamar tecnológico, que leva em conta o aumento da produtividade que tem influência sobre os preços. “Estamos discutindo uma agricultura sustentável e competitiva que queremos para o Estado”, salientou o secretário.
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