Matsuda apresenta novos cultivares de forrageiras e o programa Desempenho Máximo na Coopavel 2017

Por Mayara Pereira Aranda Montoya

De 06 a 10 de fevereiro em Cascavel no Paraná a Matsuda participa mais uma vez do Show Rural Coopavel, um evento onde a difusão de tecnologias voltadas ao aumento de produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades rurais é o verdadeiro foco.

A Matsuda irá apresentar aos visitantes desta grande feira suas mais recentes novidades, o lançamento de 4 novas cultivares de forrageiras, os híbridos Panicum Maximum MG12 Paredão, a Brachiária Brizantha MG13 Braúna, o Androógon MG7 Tupã e ainda uma Setária Sphacelata MG11 Tijuca, todas cultivares com alto potencial genético.

A MG12 Paredão: tem como principal característica a alta produção de forragem, com folhas bem compridas e largas, quando comparada à Mombaça, uma das mais usadas pelos pecuaristas.  Apresenta rebrota vigorosa, rápida e uniforme, além de boa tolerância à seca, quando comparada a outras cultivares de Panicum existentes no mercado. Outra característica importante é a alta palatabilidade, resultando em excelente produção de carne e de leite. Durante os anos de testes sob pastejo e de corte, não foi verificado sintomas de ataques nas plantas, e muito menos a presença de ninfas e adultos de cigarrinhas.  A explicação técnica para este fato é a ocorrência de antibiose e a maciça presença de joçal na base das plantas, o que, acredita-se, confere a esta cultivar uma boa tolerância ao ataque desse inseto. A presença do joçal também contribui para o manejo da forrageira, evitando o superpastejo pelos animais.

A MG 13 Braúna: é um cultivar de Brachiaria brizantha de rápida rebrota, com boa produção de forragem, bem distribuída e de boa qualidade nutricional. Apresenta ainda melhor adaptação à seca e ao veranico, quando comparada a MG-4. Seu hábito de crescimento mais prostrado proporciona melhor cobertura do solo. Recomenda-se seu uso para as fases de cria, recria e engorda, não sendo recomendada para equídeos.

Essa cultivar perene apresenta, ainda, crescimento decumbente, proporcionando uma boa cobertura do solo e excelente para solos de média a alta fertilidade. Possui intenso perfilhamento e boa relação folha-talo, com perfilhos finos, característica que permite facilidade de manejo e aceitabilidade pelos animais. Isso permite, ainda, sua utilização para produção de feno. Outra aplicação importante da Braúna é a utilização no mercado agrícola para a formação de palhada, devido ao seu crescimento mais prostrado, talos finos e susceptibilidade ao glifosato, semelhante à Brachiaria ruziziensis, podendo ser utilizada também no sistema de integração Lavoura-Pecuária (iLP).

A MG7 Tupã: o trabalho de obtenção deste híbrido iniciou-se em 2004, através do cruzamento de diversos acessos de Andropogon do banco de germoplasma da Matsuda Genética. Trata-se de uma gramínea tetraploide de porte médio, ciclo perene, forma touceira com vários perfilhos, colmo com 0,47 cm de diâmetro, folha com 90 cm de comprimento e 3,0 cm de largura, de coloração verde e média pilosidade. O ciclo de florescimento é de aproximadamente 110 dias. A MG7 Tupã é uma planta forrageira que pode ser indicada para solos de média a baixa fertilidade, poucos profundos e também com cascalho. É uma ótima opção para regiões mais secas. Recomendado para bovinos nas fases de cria, recria e engorda, e também pode ser consumido pelos equinos.

Essa cultivar apresenta fácil manejo pelo porte menor, talo mais fino, rebrote mais intenso e ciclo mais longo. O pastejo deve ocorrer quando as plantas atingirem 50 a 60 cm, até a altura de 18 a 20 cm do solo.

A MG11 Tijuca: Esse híbrido teve origem em 2004, através do cruzamentos de diversos acessos de Setaria sphacelata do banco de germoplasma da Matsuda Genética, e posterior seleção de população. O trabalho de seleção de plantas visava uma material com boa produção de forragem, maior quantidade de folhas, porte mais baixo e menores teores de oxalato, características superiores a cultivar Kazangula, comercializada há anos. A cultivar MG11 Tijuca é uma gramínea tetraplóide, de ciclo perene, planta entouceirada de crescimento ereto, altura em torno de 1,65m, com folhas de coloração verde-azulada, folhas com mais de 30 cm de comprimento e mais de 1,0 cm de largura, colmo fino com 0,38 cm de diâmetro. A planta possui bom desenvolvimento do sistema radicular e presença de rizomas.

Possui boa qualidade nutricional, tolera solos de média a baixa fertilidade, recomendada para bovinos nas fases de cria, recria e engorda, podendo ser utilizada também para equinos. A boa tolerância aos solos mal drenados faz com que a MG11 Tijuca seja uma boa opção para substituir a Humidicola nestas áreas. Além disso, possui a vantagem de apresentar melhor qualidade nutricional e suas sementes não apresentarem dormência.

O pastejo deve ocorrer com plantas de 60 a 70 cm, até a altura de 20 cm do solo.

Sementes incrustadas: As sementes dessas cultivares serão comercializadas através da tecnologia de revestimento “Série GOLD MATSUDA”, que  utiliza no tratamento escarificação, polímero e fungicida, facilitando o plantio. Opcionalmente, a critério do cliente, poderá ser adicionado ao tratamento, inseticidas específicos.

Sobre o programa Desempenho Máximo de Nutrição Animal

Uma metodologia de suplementação do rebanho bovino, desenvolvido por seu Departamento Técnico de Nutrição Animal com o objetivo de auxiliar o emprego das diversas formulações de suplementos minerais, proteico energéticos e proteinados pelo pecuarista, para que ele obtenha o máximo de resultados possível, dentro de sua propriedade rural, seja ele produtor de bezerro, de carne, de leite, a pasto ou em confinamento, independente do seu sistema de produção ou nível tecnológico adotado em sua propriedade.

Para usar corretamente os diversos produtos em diferentes épocas do ano, considerando o estágio de desenvolvimento do animal, sua categoria (cria, recria ou engorda) gado de leite ou corte, a pasto ou confinado — e para não perder a linha de progressão do crescimento e do peso do animal, é que os técnicos do Grupo Matsuda criaram o Programa Desempenho Máximo.  São as orientações técnicas desse programa que irão otimizar a utilização correta dos suplementos, com informações consolidadas em um mapa de comunicação visual, onde o produtor lê e identifica facilmente os produtos corretos a serem utilizados.

O programa Desempenho Máximo está dividido em cinco sistemas de produção, indicando os períodos de fornecimento dos produtos, de acordo com a evolução do crescimento e peso: Mais Bezerros, Mais Carne Pasto, Mais Carne Confinamento, Mais Leite Pasto e Mais Leite Intensivo.

O sistema Mais Bezerros: visa melhorar o peso e a idade ao desmame, diminuir a idade ao primeiro parto, reduzir o intervalo entre partos e, com isso, aumentar o peso corporal de bezerros desmamados por vaca/ano, ao longo da vida produtiva dessas fêmeas. O Grupo Matsuda indica para esse sistema o fornecimento de suplementos que vão do nascimento à desmama, passando pela cobertura, gestação e parto, diferenciando as linhas para estação seca e para a estação das águas.

O sistema Mais Carne Pasto: o programa busca abater os animais a pasto com idade inferior a três anos, com alto peso de abate e um ótimo acabamento de carcaça, utilizando-se de todo o potencial que as pastagens oferecem, ao longo desse período, com a devida complementação de suplementos minerais, proteicos e proteico energéticos em diferentes quantidades ao longo do ano. O programa vai do nascimento até a terminação desses animais, sendo realizada a terminação em sistema de semi-confinamento.

O sistema Mais Carne Confinamento: o objetivo é realizar o abate de animais com até dois anos de idade, ou seja, com até dois dentes incisivos permanentes, onde os animais são criados e recriados apenas a pasto e terminados dentro do sistema de confinamento com a utilização de núcleos minerais específicos para a adaptação e terminação desses animais, de modo que se obtenha um animal gordo e com uma carcaça muito bem-acabada.

O sistema Mais Leite Pasto: é específico para gado leiteiro criado a pasto com produção média de leite de até 10 litros por vaca/dia, criados a pasto. O programa descreve a suplementação específica em cada fase produtiva.  Inicia-se com a nutrição de bezerras até à desmama e, posteriormente a preparação da novilha para a puberdade e cobertura com peso adequado. Na sequência, descreve a nutrição de vacas em lactação com foco na saúde, eficiência reprodutiva e produção de leite.  O programa considera as melhores estratégias de suplementação, seja no período das águas ou da seca, com pastos verdes ou secos.  Na nutrição de vacas em lactação, o programa também destaca a preparação das vacas para a próxima cobertura, parto e lactação.

O sistema Mais Leite Intensivo: destinado a animais semi-confinados ou confinados com produção de leite acima de 3.000 kg de leite por ano, o programa objetiva a prevenção da acidose ruminal, aumentando a produtividade através da saúde ruminal. O programa descreve as estratégias nutricionais com foco no sistema imunológico dos animais, eficiência reprodutiva e altas produções de leite. Para as bezerras, os suplementos minerais proporcionam adequado ganho de peso, desenvolvimento do sistema digestivo e saúde para prevenir a concorrência de enfermidades típicas nessa fase como diarreias e pneumonia.

Se o produtor respeitar a fisiologia do animal, ele vai ter resultados. O que o programa faz é orientar cada passo, cada época do ano, cada idade, mostrando o que o produtor tem que fazer para conseguir produzir com o desempenho máximo possível, dentro das condições tropicais e subtropicais do Brasil.

 

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