Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Blog


A importância do manejo de percevejos na cultura da soja

percevejo

Controle deve ser planejado para que o resultado seja mais eficiente e não decepcione o produtor

Essencial para a obtenção de bons resultados ao fim da colheita, o planejamento da safra se torna um grande aliado dos produtores de soja na prevenção contra pragas. Entretanto, quando não realizado corretamente, pragas remanescentes da entressafra tendem a agir na próxima cultura a ser plantada, causando baixo rendimento, má formação dos grãos e vagens, além de afetar o amadurecimento da soja, que permanece verde no momento da colheita.

Diante deste cenário, os percevejos ganham maior importância econômica a cada safra de soja e preocupam os agricultores, devido à biologia da praga e a complexidade de controle na cultura. Atualmente, na região Sul do Brasil a população de percevejo predominante na cultura da soja é a do percevejo marrom (Euschistus heros), com populações variadas em quantidade durante todo o ciclo da cultura, o que não ocorria no passado.

De acordo com a Embrapa Soja, os percevejos passam pela fase de ovo, ninfa (composta de cinco estádios – ínstares), e fase adulta. As ninfas apresentam coloração variada com manchas distribuídas pelo corpo, completando o desenvolvimento em cerca de 25 dias. Os adultos iniciam a cópula em 10 dias e as primeiras oviposições ocorrem após 13 dias. Apresentam longevidade média que varia de 50 a 120 dias e número de gerações anuais de três a seis dependendo da região, sendo as fêmeas, em geral, maiores que os machos.

A incidência de percevejos na cultura tem início desde o estágio vegetativo e pode causar prejuízos até o final do ciclo da cultura. Segundo a Embrapa, com o aparecimento das primeiras vagens, a população de insetos começa a se ampliar, representando grande alerta aos sojicultores, uma vez que nas etapas de desenvolvimento das mesmas e enchimento dos grãos são quando os percevejos alcançam o pico populacional.

Por estar na cultura desde o início, o manejo da praga na fase inicial da lavoura é fundamental, começando com a adoção de um bom tratamento de sementes, que viabilize o controle inicial de percevejos que podem comprometer o desenvolvimento das lavouras e prejudicar o potencial produtivo das plantas. Também é essencial fazer o monitoramento das lavouras para realizar o controle químico no momento adequado.

O produtor deve ficar muito atento quando a soja entra em estádio reprodutivo, ou seja, início de florescimento. É nesta fase de desenvolvimento da cultura que o percevejo tem um grande aumento populacional, porque precisa ter o alimento preferencial (início de formação de vagens) para a reprodução de sua espécie.

É importante também que o produtor tenha em mente que, além de produto, práticas de manejo como rotação de culturas, tecnologia e momento correto de aplicação, usar sempre doses recomendadas, são os atributos do sucesso no manejo dessa praga. Fazer aplicações somente no estádio de florescimento e sem acompanhar a evolução da praga dentro desenvolvimento inicial da cultura, pode comprometer de forma significativa a produtividade da lavoura, ou seja, não se obter os resultados de performance dos inseticidas aplicados para o manejo do percevejo.

Como uma empresa de ciências agrícolas, a Bayer CropScience consegue oferecer ferramentas que contribuíam para que o produtor possa obter o máximo potencial produtivo de sua lavoura. Como medida inicial para o manejo de pragas da soja, a empresa disponibiliza o CropStar®, inseticida de tratamento de sementes, com ampla eficácia no controle do complexo de pragas sugadoras e mastigadoras; e Connect®, inseticida para o manejo de percevejos na cultura da soja. (André Angonese – agrônomo de Desenvolvimento Mercado da Bayer CropScience para a região de Cascavel)

Compartilhe